Stone Payments reportou em seu balanço trimestral crescimento robusto em soluções de PIX para clientes institucionais, com volume de transações ao redor de R$ 15 bilhões no primeiro trimestre de 2026. O crescimento representa aumento de aproximadamente 45% a 50% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A empresa destaca que PIX institucional tornou-se segunda maior fonte de receita, atrás apenas de maquinetas de cartão de crédito. Analistas veem neste movimento validação de tese de que PIX evoluiu de ferramenta de varejo para infraestrutura crítica de pagamentos B2B.

Stone reporta que principais clientes são pequenas e médias empresas que utilizam PIX para receber de fornecedores e fazer pagamentos de folha. Margem em PIX institucional é inferior à de cartão, mas volume crescente compensa redução de spread.

Para o mercado, o resultado reforça importância de Stone como intermediária de pagamentos em contexto de transição de modelo de crédito para modelo de fluxos. Investidores monitoram se empresa conseguirá manter market share frente a competidores como Mercado Pago e Nubank.

Risco de compressão de margens permanece elevado, dado que Banco Central continua sinalizando redução de taxas de PIX para incentivar adoção. Stone deve compensar com volume e diversificação de serviços agregados.

Próximas divulgações devem esclarecer impacto de possíveis reduções regulatórias de taxas na receita de PIX. Mercado aguarda também detalhes sobre expansão internacional de Stone, que já opera em Colômbia e México.