O Nubank divulgou em seu balanço do primeiro trimestre de 2026 expansão significativa no segmento de Open Finance, com aumento de clientes ativos em plataformas de agregação de dados financeiros. A instituição reporta crescimento ao redor de 35% a 40% no número de usuários que utilizam funcionalidades de consolidação de contas em outras instituições.
A movimentação ocorre em contexto de maturação do ecossistema de Open Finance no Brasil, regulado pelo Banco Central desde 2021. Analistas apontam que bancos digitais como Nubank buscam capturar valor em camadas mais altas da cadeia de serviços financeiros, migrando de modelo puramente transacional para plataforma de gestão patrimonial.
Paralelamente, o banco reporta entrada de depósitos ao redor de R$ 2 bilhões no trimestre, sinalizando maior confiança de clientes em manter saldos na plataforma. A taxa média de juros oferecida em produtos de renda fixa digital mantém-se competitiva frente aos fundos de investimento tradicionais, em ambiente de Selic ainda elevada.
Para o mercado de capitais, o movimento reforça tese de que fintechs brasileiras estão em transição de fase: saem do modelo de ganho por spread de crédito e migram para receitas recorrentes via serviços e comissões. Isso tende a melhorar previsibilidade de fluxos de caixa e múltiplos de valuation.
Investidores monitoram se a estratégia de Open Finance será suficiente para compensar pressão em margens de crédito, dado aumento de inadimplência em segmentos de pessoa física. Próximos trimestres serão críticos para validar sustentabilidade do modelo.