O Banco Central do Brasil anunciou seleção de instituições para participar de sandbox regulatório dedicado à tokenização de ativos reais (RWA), com Inter entre os escolhidos. O programa piloto deve iniciar testes em maio de 2026, com foco em fracionamento de recebíveis, imóveis e títulos de crédito via blockchain.
A iniciativa integra-se à agenda de desenvolvimento do Drex, a moeda digital do Banco Central, que deve ser lançada em versão ampliada ainda em 2026. Reguladores veem na tokenização de RWA oportunidade para democratizar acesso a ativos ilíquidos e reduzir custos de intermediação.
Inter planeja estruturar primeiros testes com carteira de recebíveis de pequenas e médias empresas, permitindo que investidores pessoas físicas e jurídicas adquiram frações de ativos com liquidez reduzida. Modelo similar já é explorado em mercados como Singapura e Hong Kong.
Para o mercado, a notícia reforça posicionamento de Inter como player inovador em infraestrutura de pagamentos e liquidação. Analistas apontam que sucesso em RWA pode abrir nova fonte de receita via comissões de estruturação e custódia de ativos tokenizados.
Risco regulatório permanece: ainda há incerteza sobre framework final de tributação e proteção ao investidor em ativos tokenizados. Banco Central deve publicar diretrizes complementares nos próximos meses, o que pode impactar viabilidade econômica dos projetos.
Investidores institucionais monitoram desenvolvimento com interesse, vendo potencial de redução de custos em operações de private equity e real estate. Sucesso do sandbox pode atrair capital estrangeiro para plataformas brasileiras de RWA.