Fintechs de crédito reportaram em seus balanços do primeiro trimestre de 2026 aumento de inadimplência em carteiras de pessoa física, com taxas ao redor de 8% a 10%. Movimento reflete pressão sobre renda de consumidores em ambiente de Selic ainda elevada e inflação persistente.
Analistas apontam que crescimento de inadimplência é esperado em ciclo de aperto monetário, mas magnitude do aumento levanta questões sobre qualidade de crédito concedido por algumas fintechs. Estimativas indicam que inadimplência pode continuar crescendo nos próximos trimestres.
Fintechs respondem que aumento de inadimplência é temporário e reflete ciclo econômico, não qualidade de underwriting. Empresas destacam que estão investindo em inteligência artificial para melhorar seleção de clientes e reduzir inadimplência futura.
Para o mercado, notícia levanta questões sobre sustentabilidade de modelos de crédito em fintechs. Investidores monitoram se empresas conseguirão manter margens e rentabilidade em ambiente de inadimplência crescente.
Risco de compressão de margens é real: fintechs podem precisar aumentar provisões para créditos duvidosos, reduzindo lucro. Movimento pode impactar valuation de empresas de crédito.
Próximas divulgações devem esclarecer se aumento de inadimplência é temporário ou estrutural. Banco Central deve monitorar desenvolvimento com atenção, dado importância de fintechs no crédito ao consumidor.