O governo da Argentina anunciou hoje integração oficial de stablecoins ao sistema de pagamentos governamental, permitindo que beneficiários de programas sociais e funcionários públicos recebam salários em moedas digitais atreladas ao dólar americano. A medida é resposta à inflação crônica que atinge 180% anuais.

A Argentina autorizará uso de três stablecoins: USDC, USDT e uma stablecoin local denominada ARS-D, desenvolvida em parceria com banco central. Os beneficiários poderão manter fundos em stablecoins ou convertê-los para pesos argentinos conforme necessário.

Segundo dados do INDEC (instituto de estatística argentino), a inflação acumulada em 2025 foi de 189%, erodindo poder de compra de salários e benefícios. O uso de stablecoins visa proteger renda de funcionários públicos e beneficiários de programas sociais.

A Argentina é pioneira na América Latina em adoção de criptomoedas, com aproximadamente 3,5 milhões de cidadãos possuindo carteiras de criptografia. O país já permitia pagamentos em Bitcoin desde 2021, mas esta é primeira vez que governo integra criptomoedas ao sistema oficial.

Economistas apontam que a medida pode aumentar demanda por stablecoins e reduzir pressão sobre reservas de dólares do banco central. A iniciativa também pode servir como modelo para outros países latino-americanos enfrentando inflação elevada, incluindo Venezuela e Zimbábue.