A decisão do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto) manteve a faixa atual de juros, mas o tom mais brando do comunicado e da coletiva levou a Treasury (título do Tesouro americano) de 10 anos a recuar e o S&P 500 a fechar em alta.

O que mudou no comunicado do Fed?

O documento reforçou a dependência de dados, mas suavizou o trecho sobre riscos inflacionários e enfatizou o equilíbrio com o mercado de trabalho. Para os mercados, a leitura foi de que o ciclo restritivo se aproxima do fim.

  • Treasury de 10 anos recuou em torno de 8 a 12 pontos-base.
  • Probabilidade implícita de corte na próxima reunião ultrapassou 70%.
  • Dólar (DXY) cedeu ante euro, libra e real.

Quantos cortes o mercado já precifica para 2026?

Operadores de futuros agora atribuem mais de 70% de probabilidade ao primeiro corte na próxima reunião, com curva americana indicando 75 bps de cortes ao longo do ano. O dot plot (gráfico de projeções dos dirigentes) será o próximo ponto de inflexão de preços.

Qual o impacto sobre mercados emergentes?

O dólar perdeu força frente a euro, libra e real, beneficiando ativos de risco em mercados emergentes. Para o Brasil, a combinação de Fed mais brando e Selic ainda elevada tende a sustentar fluxo estrangeiro para Ibovespa e ativos de renda fixa local.